ONU: desastres forçam mais pessoas a saírem de suas casas que conflitos e violência | Land Portal | Protegendo os direitos da terra através de dados abertos
Segundo Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres, em 2018, desastres deslocaram 17,2 milhões de pessoas; 90% fugiram por causa de questões e riscos relacionados ao clima.
 
O Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres informa que à medida que a mudança climática se intensifica, eventos climáticos extremos, como inundações, tempestades, incêndios florestais e ondas de calor estão forçando milhões de pessoas a saírem de suas casas, a cada ano.
 
Em 2018, os desastres deslocaram 17,2 milhões de pessoas. Destas, 90% fugiram por causa de questões e riscos relacionados ao clima.
 
Foto: Unicef/Arimacs Wilander
Carro danificado pelo tsunami na vila de Labuhan, na Indonésia (24 de dezembro de 2018). Foto: Unicef/Arimacs Wilander
 
Desastres
Ao todo, ao longo de 2018, foram registrados 1,6 mil eventos de desastres, mas o número real é muito maior. Segundo o Escritório da ONU, a maioria dos desastres não é documentada.
 
Pequenos e localizados, eles são amplamente ignorados pela mídia, atingindo áreas remotas e inacessíveis, onde as comunidades são deixadas a se defender com pouco ou nenhum apoio do governo.
 
Deslocamento
O Escritório explica que o deslocamento por desastres geralmente é temporário. As pessoas podem voltar para casa relativamente rápido após uma evacuação. Mas os chamados "mega desastres", como terremotos e tsunamis, podem levar milhões a deslocamentos prolongados.
 
A maioria se refugia com famílias ou em residências alugadas, em vez de abrigos ou acampamentos comunitários. Dos 1,5 milhão de pessoas deslocadas pelo terremoto de 2010 no Haiti, 38 mil ainda moravam em abrigos temporários oito anos depois.
 
Mudanças climáticas
De acordo com a ONU, o deslocamento por desastres geralmente é resultado de uma infinidade de fatores interconectados. Entre estes, mudanças climáticas e degradação ambiental impulsionadas por crescimento econômico insustentável e práticas de desenvolvimento precárias.
 
Também podem surgir conflitos sobre a água, a terra e outros recursos naturais, levando as pessoas a migrar.
 
A ONU alerta que sem ações concretas de clima e desenvolvimento, pouco mais de 143 milhões de pessoas na África Subsaariana, Sul da Ásia e América Latina, poderem ser forçadas a migrar em seus próprios países para escapar dos impactos das mudanças climáticas.
 
ODSs
Mais de 80% de todos os novos deslocamentos de desastres nos últimos 20 anos, ocorreram na Ásia-Pacífico.
 
O Escritório da ONU cita o tufão Haiyan, que atingiu o centro das Filipinas em 2013. Foi a pior tempestade registrada na história do país, deixando mais de 1 milhão de casas danificadas ou destruídas.
 
Os impactos econômicos de cuidar e abrigar os desabrigados, juntamente com a perda de renda das pessoas, totalizaram US$ 816 milhões nos seis meses seguintes ao desastre.
 
Dados
A ONU enfatiza que o deslocamento por desastres representa um dos desafios humanitários e de desenvolvimento mais significativos do século XXI. Lidar com suas causas e impactos é complexo, mas ter dados confiáveis é uma parte essencial da solução.
 
A colaboração entre os Estados no compartilhamento de tecnologias e inovação deve acompanhar os investimentos numa coleta melhor de dados que mapeie riscos, perdas e tendências. Isso ajudará a reduzir a carga humana e econômica que define o deslocamento de desastres.

Copyright © da fonte (mencionado acima). Todos os direitos reservados. O Land Portal distribui materiais sem a permissão do proprietário dos direitos autorais com base na doutrina de “uso justo” dos direitos autorais, o que significa que publicamos artigos de notícias para fins informativos e não comerciais. Se você é o proprietário do artigo ou relatório e gostaria que ele fosse removido, entre em contato conosco pelo endereço hello@landportal.info e removeremos a publicação imediatamente.

Várias notícias relacionadas à governança da terra são publicadas no Land Portal todos os dias pelos nossos usuários, partindo de várias fontes, como organizações de notícias e outras instituições e indivíduos, representando uma diversidade de posições sobre cada tópico. Os direitos autorais estão na origem do artigo; a fundação não tem o direito legal de editar ou corrigir o artigo, nem endossar o seu conteúdo. Para fazer correções ou solicitar permissão para republicar ou outro uso autorizado deste material, entre em contato com o detentor dos direitos autorais.

Compartilhe esta página