Conectar mulheres na luta por igualdade e justiça climática | Land Portal
Esta é a proposta do projeto Mulheres Unidas pelo Clima. Mulheres estão entre os segmentos mais vulneráveis às mudanças climáticas. Saiba como participar!
 
Um novo projeto está sendo lançado nesta terça-feira, dia 1º de junho, para somar forças no combate à crise climática no Brasil. A diferença, dessa vez, está no foco principal da proposta: as mulheres! Sim, o projeto Mulheres Unidas pelo Clima - Muc Brasil, tem na sua essência a ideia de conectar, sensibilizar e mobilizar mulheres na luta contra a emergência climática.

 

O projeto de comunicação e educação ambiental tem como principais objetivos difundir informações sobre os impactos da destruição ambiental e as consequentes mudanças climáticas na vida de mulheres e meninas brasileiras.
 
Propõe, além disso, o desenvolvimento e capacitação de mulheres como forma de empoderamento para assumirem espaços de decisão e elaboração de novas políticas públicas votadas à gênero e clima.
 
O Muc Brasil começa através da idealização de duas mulheres, uma jornalista ambiental e outra gestora ambiental, ambas mães, ambientalistas e sonhadoras. O projeto nasce no sul de Santa Catarina, mais especificamente dentro de uma unidade de conservação federal - a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APBF) - e pretende expandir para outras regiões do Brasil, trazendo maior diversidade para a rede e conectando novas mulheres de diferentes cores, raças e etnias.
 
Além da luta por igualdade de gênero e justiça socioambiental, o projeto busca facilitar espaços de capacitação e educação ambiental, além da utilização da comunicação como importante ferramenta de "desmistificação" do assunto.
 
Mulheres Unidas pelo Clima (Crédito: Divulgação Muc Brasil)
 
"Eu vejo ainda muita dificuldade das pessoas entenderem de fato o que são mudanças climáticas, como relacionar ao cotidiano. Mas, acima de tudo, como mulher vivo na pele essa diferença de gênero, as desigualdades e quando se fala de mudanças climáticas, os desafios e consequências são ainda maiores para nós. Meus olhos brilham ao falar desse projeto, porque ele faz parte da minha experiência de vida, faz eu sentir orgulho em poder de alguma forma ajudar outras mulheres também e poder lutar pela preservação ambiental ao mesmo tempo", destacou a idealizadora do Muc Brasil, a jornalista ambiental Gisele Elis.
 
Qual a relação das mulheres com as mudanças climáticas?
 
A emergência climática, fruto da aceleração do aquecimento global, reflete, além da crise ambiental, outras também difíceis, como crises sociais, políticas e econômicas. Essas consequências afetam de forma desigual as mulheres em todo o planeta. Neste sentido, é impossível falar de combate às alterações do clima sem evidenciar e travar uma batalha contra a desigualdade de gênero.
 
Segundo o Observatório do Clima, organização não governamental que trata dos assuntos referentes às mudanças climáticas no Brasil e no mundo,
 
as alterações climáticas são percebidas e vivenciadas de formas diferentes pelas pessoas, segundo o gênero, classe, raça, etnia, localização geográfica, idade, entre outros fatores.
 
Olhar a crise climática sob uma perspectiva transversal e de gênero, ajuda a entender as vulnerabilidades específicas, bem como propor soluções que possam alcançar as mulheres e outras populações minoritárias.
 
Como maior parcela da população mundial pobre, as mulheres são mais dependentes dos recursos naturais ameaçados pelas alterações do clima. Elas têm acesso desigual a esses recursos e pouca participação na tomada de decisões em todos os âmbitos. São as mais afetadas pelo aquecimento global e suas implicações, principalmente em zonas rurais.
 
Estatisticamente desastres naturais matam mais mulheres do que homens, além delas sofrerem todo tipo de pressão social, econômica e política que limitam sua capacidade de se adaptar a essas mudanças.
 
Reconhecer a dimensão e audiência deste desafio é potencializar a luta contra as injustiças estruturais em relação a gênero e clima.
 
Um estudo recente (2020) conduzido pela International Union for Conservation of Nature - IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) concluiu que
 
as mudanças climáticas e a degradação ambiental estão contribuindo para o aumento da violência contra mulheres e meninas e a discriminação de gênero está prejudicando a capacidade global de enfrentar a crise do clima.
 
O relatório é considerado o maior e mais abrangente já feito sobre as relações de gênero e a crise do clima.
 
Ainda, de acordo com o estudo do IUCN, publicado em 2020, as tentativas de enfrentar a crise climática fracassam porque as questões de gênero não são abordadas. Esses dados reforçam a importância de lutar contra a violência de gênero em todas as suas formas e demonstra que os dois problemas precisam ser tratados juntos.
 
Como ajudar o projeto?
 
O Projeto MUC Brasil será desenvolvido através de financiamento coletivo, por meio da ferramenta Catarse. Lá é possível contribuir com valores a partir de R$10, de forma voluntária.
 
Sem patrocinadores ou financiamento, o projeto depende de apoio financeiro para desenvolver as ações de educação ambiental e manutenção dos meios de comunicação.
 
Acesse o site do Catarse e confira como ajudar o Projeto MUC Brasil 
 
Entre em contato com o MUC Brasil pelas redes socais
 

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