Covid-19: o vírus está a evitar o saque do pau-rosa na Serra Leoa | Land Portal
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Com a pandemia, a China deixou de importar madeira cortada de forma ilegal nas florestas africanas e a actividade parou no parque nacional Outamba-Kilimi. Um raro contributo positivo de uma doença que já matou milhares.
 
O caminho de terra que conduz ao parque nacional Outamba-Kilimi, na Serra Leoa, estava, no mês passado, cheio de homens carregando camiões com troncos de pau-rosa destinados à China, um comércio ilegal que tem devastado algumas das florestas da África Ocidental.
 
Agora os camiões estão vazios, estacionados junto a pilhas de madeira cobertas por uma camada de pó. Os trabalhadores que costumavam cortar e carregar a madeira, bebem chá e fumam marijuana nas cabanas à beira da estrada, rodeados por terras queimadas.
 
Uma queda drástica na procura de pau-rosa por parte da China devido ao coronavírus levou a uma paragem abrupta na exploração madeireira neste cenário exuberante do Norte da Serra Leoa – um raro contributo positivo de uma pandemia que já matou milhares e deixou grande parte dos habitantes do planeta fechados em casa.
 
“Já não aparecem aqui chineses, e eles eram os únicos a vir aqui e a ajudar-nos, comprando a madeira que nós cortamos”, diz Ishmael Sessay, que desde o ano passado se dedica a esta actividade naquele que é o mais antigo parque da Serra Leoa.
 
A procura de pau-rosa por parte da China, destinada a um mercado de mobiliário para casa que está em crescimento, tem alimentado a exploração madeireira por toda a África Ocidental, incluindo o Sul do Senegal, onde densas florestas têm sido rapidamente dizimadas nos últimos anos, apesar das proibições em vigor.
 
Depois de subir ao poder, em Junho de 2018, o Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, proibiu as exportações excepto as da madeira que já tinha sido cortada.
 
O corte de madeira para uso doméstico é permitido mas a exploração que acontece no parque vai muito para além disso, diz o Governo, que alega não ter os recursos necessários para lhe pôr termo. Para os mais de 1100 quilómetros quadrados do Outamba-Kilimi existem apenas 27 guardas-florestais, sem armas.
 
“Estamos completamente esmagados pela dimensão das actividades ilegais no parque”, afirma Joseph Musa, responsável pela Autoridade para as Áreas Nacionais Protegidas da Serra Leoa.
 
É difícil saber quanta floresta é que o Outamba-Kilimi já perdeu. Os dados fornecidos por satélite mostram as perdas nas florestas com vegetação de copa alta, mas grande parte da Serra Leoa, incluindo o Outamba-Kilimi, consiste em savana, com vegetação de copa baixa, onde as perdas são mais difíceis de detectar.
 
Para já, contudo, foi concedido a esta floresta um momento de alívio. “Estou contente com este coronavírus. Não quero que as pessoas morram, mas sinto uma dor no coração quando vejo a floresta ser cortada”, diz Musa Kamara, que trabalhou como guarda-florestal no parque entre 1981 e 2018. “Esta doença é a única coisa que mantém os madeireiros afastados.” Reuters

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